Veloso recusou filmar anúncio para a Galp
Sexta-feira, Maio 9, 2008 10:24Miguel Veloso recusou filmar a publicidade da Galp “Dá um empurrão à selecção”. “Por razões de ética desportiva, já que Miguel ainda não sabe se será um dos eleitos para o Euro 2008 e porque não se quis sobrepor aos direitos de imagem da selecção”, explicou ao DN sport o empresário do jogador, Paulo Barbosa, sem aprofundar a questão. A situação espoletou uma discussão sobre direitos de imagem no grupo de Scolari antes do jogo com a Grécia e criou mesmo algum mal–estar. Alguns futebolistas defenderam que o grupo devia nomear alguém que não estivesse ligado a empresas ou empresários para tratar destes assuntos e agora receiam ficar fora, pois são apontados como “dúvidas” para o Europeu.
A abordagem ao jogador também desagradou aos seus representantes. Veloso foi interpelado directamente na concentração da selecção nacional, mas remeteu o “pedido” para Paulo Barbosa e Fátima Lopes, da Face Sports, empresa que detém os seus direitos de imagem. Os “representantes” de Miguel Veloso tentaram depois saber junto da Galp o que se passava. Foram então informados de que o assunto estava a ser tratado pela empresa Polaris, que entretanto entrou em contacto com Ricardo Quaresma, Simão Sabrosa e posteriormente Nani, que aceitaram filmar o anúncio e receberam 35 mil euros (antes de impostos) cada um.
No entender de Miguel Veloso e dos seus representantes, quando está em causa a imagem da selecção nacional, todos os jogadores que a compõem têm direito a uma percentagem e por isso acharam por bem ele recusar. Na publicidade está implícito que há uma selecção no autocarro rumo à final do Euro 2008, mas só aparece a imagem de Quaresma, Simão e Nani. Ao DN sport a Galp não quis tecer comentários sobre a recusa de Veloso e esclareceu que delegou esse poder à Polaris, empresa que tem a sua “conta publicitária”.
Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato dos Jogadores, já conhecia o caso e diz que no respeitante à imagem “os jogadores deviam agir colectivamente, até por uma questão de solidariedade. Estamos a falar de um interesse colectivo por causa do mesmo assunto”. Para Evangelista, o assunto devia ser discutido tal como acontece com as cadernetas de cromos, embora “respeitando os direitos individuais de cada um”. E diz que a publicidade “está muito bonita, mas deviam estar todos, nem que fosse apenas em relevo, e dividiam a fatia do bolo por todos, mesmo em partes desiguais”.
Fonte: DN
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